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Blog de Arnon de Andrade
 


Pode a TV ou o Rádio tomar partido político?

Quando o Presidente da Venezuela deixou de renovar a licença de uma TV privada, a Globo (aqui) disse que não era democrático retirar a autorização de funcionamento a uma emissora que fazia oposição ao governo(e olhem que aquela emissora conspirou num golpe de estado contra o governo democraticamente eleito). Pode uma emissora, que tem a concessão de um canal público, partidarizar sua programação? A população, constituida de cidadãos com os diversos credos políticos não estará sendo desrespeitada? Quando uma revista ou um jornal assume uma posição política, tudo bem! se ele resolveu agredir parte dos seus leitores e optar apenas por uma parte deles. Eu mesmo ja concelei assinatura de revista e já deixei de comprar muitos jornais. É verdade que mesmo o jornal e a revista não deveriam fugir a ética, ao compromisso com a verdade, respeito ao contraditório, e zelo com a privacidade (isto está cada vez mais raro). Mas a TV deveria limitar seus noticiosos à informação e deixar de ser opinativo e parcial todo o tempo. A regra deveria ser clara e um Conselho Nacional de Jornalismo deveria fiscalizar. O Sindicato Nacional de Jornalistas propôs a criação do Conselho e a mídia ficou enfurecida. Claro que os empresários não estão preocupados com a lei ou com o direito. Sua principal preocupoação é manter o poder político que têm, com a cumplicidade de políticos a que estão associados.

Escrito por Arnon de Andrade às 10h02
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Mudar pra Permanecer !!!

Tenho lido, vez por outra, um autor aqui outro ali, pelo deslumbramento com as tecnologias da comunicação e da informação, que o ser humano está se modificando por causa das máquinas !!! Quase já nos fazem ver o mutante, irreconhecível levantando da cadeira, depois de longas horas na frente do computador. êle teria aprendido a pensar de modo não linear, ele seria desterritorializado, portanto independente da identidade cultural, ele veria por mosaico e a hipermídia seria assim a forma fragmentada da percepção. Ele passearia pelo ciberespaço como se estivesse passeando (flanando) em uma cidade segura e conhecida. Quem espera a mutação vai ter muito que esperar. O homem mudou para se adaptar às mudanças do ambiente, até que acumulou tanto conhecimento sobre a natureza que em vez de continuar mudando, desenvolveu técnicas capazes de mudar o ambiente para ele pudesse permanecer. Não nos deslumbramos com isso por que, esse caminho do desenvolvimento (talvez não fosse o único) nos fez assumir a responsabilidade pela melhoria da espécie. Remédios, vacinas, dietas, malhação, cultura do corpo, logo mais planejamento do DNA....seremos cada vez mais senhores de ferramentas para manter essa identidade humana que temos.. Isso começõu quando atiramos a primeira pedra ou cozinhamos a primeira raiz.

Escrito por Arnon de Andrade às 23h31
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TRANSPORTE COLETIVO

Estive pensando hoje, que se o pobre tivesse um transporte mais rápido, mais confortável, mais barato, ele produziria mais, descansaria mais, se  divertiria mais. Poderia fazer outras coisas além do trabalho, poderia estudar, poderia dar mais atenção à familia. Viajei até, pensando que, se o transporte coletivo, numa cidade como Natal, fosse melhor, o pobre talvez não fosse tão pobre. Aí caiu a ficha!!! Em paises como o Brasil com uma longa história de desigualdade, talvez a qualidade do transporte coletivo ruim tenha a mesma lógica perversa da escola ruim. É preciso evitar que o pobre tenha a capacidade e o tempo para trabalhar pra si. Dinheiro? dinheiro ele produz, porque só o trabalho produz dinheiro. Tarde ou cedo ele terá, pela acumulação primitiva, completado as condições de desenvolvimento, que nossa elites ficam tão empenhadas em impedir. Paises capitalistas da primeira hora têm metrôs já ha muito tempo. Aqui o metrô só é pensado como solução para o engarrafamento do trânsito ou para a poluição insuportável nas imensas cidades.  Os pobres, a essa altura, já moram tão longe que o metrô pouco acrescenta à sua vida. Natal sim, está na hora do metrô.



Escrito por Arnon de Andrade às 22h54
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É muita coragem !!!

 

Uma "revista mensal de reportagem" fez uma reportagem sobre William Waack o jornalista que apresenta um telejornal, na madrugada, em uma das redes de TV. Diz a revista que o apresentador empresta credibilidade ao telejornal, "o único da emissora que é aberto com uma opinião" e que assina uma coluna num Portal da Web em que muitos comentários são contrários às suas posições (?!!!). A Publicação cita o entrevistado que diz - "a TV pode criar monstros e fazer com que pessoas medíocres enganem durante décadas" diz ainda a entrevista que o ator, digo apresentador, admite que “todo apresentador tem seu lado ator e que o problema é quando se dá mais ênfase á interpretação do que ao conteúdo”. Ainda na abertura o entrevistador introduzindo a figura do entrevistado fala de sua falta de receio (coragem) de emitir opiniões que "desancam"  três presidentes da América Latina (Chávez, Kirchner e Evo Morales)!!! De que, mesmo, ele teria receio em criticar aqueles presidentes?  Não digo que a matéria publicada não é interessante. Mas seu interesse reside no William Waack notícia: seu gosto por aviões e suas aventuras de correspondente de guerra, sua busca de informação sobre os lugares por onde passa e, entretanto, sua incrível incapacidade de ver o mundo e o sua profissão com um olhar crítico. Para ilustrar, o entrevistador cita um dos melhores trabalhos do entrevistado (escolha dele próprio) uma reportagem sobre o Papa em que “demonstra como a paisagem ordeira e exata do lugar onde o Papa nasceu (a Baviera) ajudou a moldar o espírito severo e disciplinado da maior autoridade da Igreja”. Parecia não ter percebido, o repórter, que na infância do papa, a Alemanha vivia uma situação muito conturbada e que os nazistas já tinham chegado ao poder (!!!) mas ele chega a dizer que Hitler também gostava da mesma paisagem (!!!). E então? Acho, e aí a minha crítica se estende também ao entrevistador, que o modo como a “mídia” se organizou no Brasil moldou as escolas de jornalismo e  esse pensamento não científico sobre Comunicação.

 

  



Escrito por Arnon de Andrade às 10h59
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Imaginem como seria !!!

Li em uma revistinha hebdomadária um texto sobre os assentados do MST que estudam em universidades públicas. Estranhou a cronista que a universidade os receba a partir de um vestibular especial.  Não sabe ela que as Universidade públicas já fazem isso ha muito tempo. Milhares de professores dos sistemas municipais de ensino têm sido formados por esse processo em convênios com as prefeituras. Os assentados do MST  recebem a formação por direito à assistência do governo federal. Isso vem assim desde  que o Ministro da Educação era o Professor  Paulo Renato e o da Reforma Agrária era  o atual Deputado Jungman. Quanto ao dogmatismo, tem professor que manda ler Fukuiama, Kissinger e outros e não é pra criticar. Ninguém pensa que eles deveriam ser retirados de sala de aula. A cronista tem saudade do tempo em que professores e alunos  eram expulsos da Universidade por delito de opinião, e funcionários em bibliotecas  denunciavam os leitores de "certos livros dogmáticos" (?!!!!). Não sei onde a moça estudou mas acho que ela não prestou atenção que a Universidade é o lugar da discussão e portanto tem espaço pra quem pensa diferente. Eu gostaria muito que certas publicações que se dizem opinião pública fizessem do mesmo modo.



Escrito por Arnon de Andrade às 18h46
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Que intimidade !!!

Tenho  assistido, na Bandeirantes, as Crônicas (?) de Carlos Heitor Cony. O quadro é chamado de Diário Íntimo (?). Poucas vezes a gente assiste a alguma coisa tão ruim. Se o diário é intimo, ele deveria escrevê-lo só pra si ou pra seu círculo mais chegado. Não vejo bem essa intimidade de nos oferecer textos de má qualidade na forma e no conteúdo.

Escrito por Arnon de Andrade às 17h01
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Dois equívocos

Estive assistindo no fim de semana ao péssimo espetáculo que a torcida do botafogo ofereceu ao país. Muito mais feio do que a derrota do clube. Esse foi o primeiro équívoco - êles são torcida do Botafogo ou foram contratados para desmoralizá-lo? Eles atiravam calcinhas como a dizer que os jogadores não eram homens. Esse foi o segundo equívoco. Eles foram homens sim. No Brasil de hoje as mulheres é que jogam bem. O resto é pelada!

Escrito por Arnon de Andrade às 16h48
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Só contou o milagre

Semana passada vi no Jornal Nacional uma reportagem sobre uma escola em que cada criança recebeu um computador. Tudo estava funcionando às mil maravilas, as crianças e os professores forasm entrevistadas e o computador pequeno resistente e barato também foi mostrado. No fim da reportagem a apresentadora diz que quem coordena o Projeto é a USP. Não disse, entretanto, que o projeto é do governo federal. Pensei até em telefonar pra êles pra contar. Talvez coitados eles não soubessem.

Escrito por Arnon de Andrade às 16h39
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Mais católico do que o Papa

Esta semana assisti o discurso de Evo Morales na ONU e ele falou, com serenidade, sobre os problemas de seu país,  suas concepções de estado democrático, e suas dificuldades internas com a elite que sempre se beneficiou da miséria do povo, e das dificuldasdes externas com governos que a priori lhe são contrários por conta de interesses de empresas privadas. Falou com tranquilidade também de governos que têm emprestado solidariedade a seus projetos. A emissora que transmitia o discurso, através de um "especialista",  fez seus comentários contrários, mas com moderação, sobre os pontos de vista emitidos. A CNN é uma emprersa americana e foi bem o governo americano o mais citado pelo Presidente da Bolívia. Dia seguinte assistí, no Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão, por conta dos pronunciamentos na ONU, a uma agressão verbal contra o Presidente Chavez, o Presidente Evo Morales e o representante de Cuba. Parecia que os mais importantes interesses da empresa estavam sendo ameaçados. O dito jornal também assumia a defesa do governo Bush de modo "surpreendentemente" intenso. Nem se deu conta a emissora brasileira que pela primeira vez na ONU, se ouviu a voz de um presidente indígena, nesse continente originalmente deles e em que eles têm sido tão cruelmente silenciados.

 



Escrito por Arnon de Andrade às 15h21
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Abertura  do Blog de Arnon de Andrade em 26 de setembro de 2007 às 10.15 da manhã.

Escrito por Arnon de Andrade às 10h13
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